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Caso Samuel: A criança que comoveu a internet

MARÍLIA MELLO
da REVISTA UNIVERSO, direto de RIACHO FUNDO, (DF)



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Um vídeo que começou a circular em redes sociais publicado na última quinta-feira, 27 de janeiro, comoveu internautas. No vídeo um garoto identificado como Samuel se desespera ao saber que terá que voltar a morar com o pai. As filmagens foram feitas na sala de espera do tribunal de justiça de Riacho Fundo, no Distrito Federal.

De acordo com a decisão do juiz Edmar Ramiro Correia, o menino Samuel deve retornar a casa do pai,onde a criança vivia. Ao saber da decisão do juiz a criança se desespera, Samuel pede para que não deixem ele retornar a casa do pai. No vídeo a criança relata já ter sido agredida pelo pai, e afirma ter sido empurrado pela madrasta.
No vídeo um garoto identificado
como Samuel se desespera ao saber
que terá que voltar a morar com o pai.

Foto
: Reprodução 

Procurada, a mãe da criança Rosilene Batista Filho disse ter se separado do ex-marido após sofrer agressões físicas e psicológicas do ex-marido. Três meses após o casamento, Rosilene denunciou o ex-marido. Segundo Rosilene, na separação ela abriu mão da guarda da criança após sofrer ameaças do ex-marido contra ela e contra sua família. 

De acordo com a mãe da criança, a ex-cunhada lhe procurou em setembro para denunciar os maus tratos que Samuel vinha sofrendo do pai e da madrasta. Segundo Rosilene, ela procurou a Defensoria Pública da cidade, que aconselhou que ela levasse a criança para sua casa. Rosilene conseguiu  a guarda provisória de Samuel. 

O pai da criança acionou a justiça para reaver a guarda da criança, no dia 27 de janeiro, a justiça decide que Samuel deva voltar a morar com o pai. O pai da criança passou a ter a guarda do filho.

Comoção

Nas redes sociais o vídeo vem sendo compartilhado por internautas. Várias pessoas tiram fotos em apoio a criança e seus familiares. A decisão do juiz foi alvo de duras críticas de internautas. O tribunal de justiça de Riacho Fundo foi alvo de manifestações, e e-mails criticando a decisão do juiz.

Especialistas

"No vídeo nós podemos observar o desespero da criança ao saber que iria retornar a casa do pai e da madrasta. ", opina a terapeuta familiar, Eva Cristina. Segundo a terapeuta o juiz deveria fazer uma convivência supervisionada da criança com o pai. "Funciona, um profissional vai avaliar a reação da criança ao ver o pai e ouvir a criança.", disse. Para a terapeuta a decisão do juiz foi 'precipitada'. "Ele precipitou, como disse deveria ser uma convivência supervisionada, ouvir a criança, para depois tomar essa decisão.", finaliza Eva Cristina.

Para Suzimara Medeiros, especialista em comportamento infantil e terapeuta familiar, a criança não foi induzida a mentir. "No vídeo é explícito o desespero da criança, o choro, aquilo é tudo natural, os relatos de agressões. Isso tudo deveria sim ser ouvido e analisado.", opina.
Redação

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