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Transsexual de 14 anos é morta vitima de homofobia no Paraná

CELSO ORSI
do PORTAL UNIVERSO, em CURITIBA, (PR)

A adolescente Luana Biersack, de 14 anos, teve seu
corpo encontrado na represa de Novo Itacolomi,
no norte do Paraná.

Foto: Reprodução / Facebook
A adolescente Luana Biersack, de 14 anos, teve seu corpo encontrado na represa de Novo Itacolomi, no norte do Paraná. A adolescente estava desaparecida desde o dia 13 de abril. Quatro adolescentes são suspeitos de terem cometido o crime, dois foram internados no Centro de Socioeducação (Cense) de Apucarana, por homicídio e ocultação de cadáver. Os outros dois foram liberados, segundo o delegado José Aparecido Jacovós, eles foram liberados com restrições, porque não participaram diretamente da morte e cooperaram com as investigações.

De acordo com o delegado as investigações mostram que a vitima foi morta por causa de sua condição sexual. Luana foi alvo de violência antes de ser assassinada. O delegado afirma que a transsexual foi alvo de intolerância.

Luana já havia relatado em seu Facebook ameaças de morte, porém não procurou a policia. O delegado afirma que que a polícia havia sido comunicada de outro crime envolvendo a adolescente: o envolvimento com um conselheiro tutelar do município de Borrazópolis, que teve prisão preventiva decreta, mas encontra-se foragido.

Os dois casos, de acordo com o delegado, não tem ligação.

Violência contra homossexuais

A vitima é o professor Olázio Pinheiro, de 38 anos. Esta em estado grave mantido em coma induzido.

Foto: Arquivo Pessoal

No estado do Acre um caso suspeita de homofobia foi registrado em Cruzeiro do Sul, no interior do estado. A vitima é o professor Olázio Pinheiro, de 38 anos. A irmã da vitima, Ana Lívia Ferreira Pinheiro, de 34 anos, conta que Olázio foi provocado inicialmente, em seguida o agressor teria furado a vitima e fugido do local. "Tudo foi motivado por homofobia.", disse Ana Lívia.

A famíia da vitima denuncia a impunidade da delegacia do municipio, segundo a família o agressor esta em liberdade, frequentando o mesmo bar. Procurada, a delegacia informou que aguarda autorização da justiça para dar continuidade com o caso.


O professor esta em estado grave mantido em coma induzido. 

Outro Caso

Uma jovem de 17 anos afirma ter sido agredida por motivações de intolerância quando voltava para casa de uma festa em Campinas. Segundo a jovem, ela foi atacada por dois homens, ela conta que eles taparam sua boca e a levaram para um lote baldio.  A jovem foi alvo de agressões. Ela lembra que foi alvo de agressões e ofensas motivadas por intolerância, já que a jovem é lésbica.

A mãe conta que ao ver a filha naquelas condições se desesperou. A jovem foi levada ao pronto socorro, fez exame de corpo de delito e registrou o caso na delegacia.


A reportagem da REVISTA UNIVERSO entrou em contato com a delegacia responsável pelo caso, que informou que o caso foi encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher e vai ser investigado como lesão corporal e injúria em decorrência de intolerância. A delegacia afirma que a adolescente será chamada para depoimento.
Redação

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